Presidente da IASD visita a China, primeira por um dirigente mÁxima da Igreja em dÉcadas
Duas congregações adventistas do sétimo dia na cidade de Shenyang, no nordeste chinês, ilustra a dinâmica da Igreja na China, onde as igrejas locais muitas vezes servem tanto como eixos ministeriais quanto administrativos para congregações menores.
A Igreja de Beiguan, com quase 3.000 membros, se reúne para adoração num edifício situado num moderno centro habitacional e é muitas vezes visitada por grupos de turistas em turnês patrocinadas pelo governo. A 6 km de distância, a congregação de Beishi compartilha uma estrutura bem velha e superlotada com outra Igreja Protestante em meio a uma mistura bem densa de lojas e casas. A liderança da Igreja em ambos os locais é responsável por dezenas de congregações em templos da área.
No quarto dia de uma visita de duração de uma semana para a República Popular da China, o presidente mundial da denominação, Jan Paulsen, e uma equipe da sede mundial da IASD e da região da Ásia-Pacífico Norte adoraram com ambas as congregações na cidade de 7 milhões de habitantes.
Multidões de 2.500 membros na Igreja Beiguan e 1.200 na congregação de Beishi saudaram Paulsen em sua primeira visita à China desde que se tornou presidente mundial da denominação 10 anos atrás, e a primeira por qualquer presidente da Igreja à China continental em mais de 60 anos.
Durante um culto na tarde de 16 de maio, 500 membros da Igreja lotaram o santuário em Beishi para ouvirem a fala de Paulsen sobre o conselho final que Jesus deu a Seus discípulos na noite em que eles celebravam a Páscoa juntos, no Cenáculo.
Num cenário literal, no segundo andar de um edifício, outros 500 adventistas lotaram uma capela, assistindo ao culto realizado mais em baixo, numa única tela de TV de 26 polegadas. Duas centenas mais de adoradores alinharam-se por todos os corredores e escadas, ouvindo a música e as palavras que fluíam a partir de alto-falantes.
"Metade de nós estamos aqui, metade em dois andares acima, e 10 por cento estão sentados nas escadarias", Paulsen comentou com a audiência. "E pode ser que haja alguns pensando, 'gostaria de estar lá dentro, mas não há lugar hoje'. ... Desejo homenageá-los por vossa fidelidade, por vossa confiança em Deus e por vossa devoção".
Tanto as congregações de Beiguan e Beishi são igrejas históricas na China, responsáveis por implantar e fortalecer dezenas de congregações menores por toda essa cidade industrial a cerca de 1.600 quilômetros da fronteira com a Coréia do Norte. Mais de 100 congregações servindo a um total de 7.000 adventistas são coordenadas pela igreja de Beiguan, que atua como uma espécie de associação local numa estrutura administrativa típica. De igual modo, a igreja de Beishi supervisiona o ministério para 70 igrejas menores e "pontos de reunião".
A plantadora de congregações Zu Xiu Hua, que iniciou 380 congregações na província setentrional de Jilin, falou com Paulsen mediante um intérprete durante sua visita. Suas congregações, agora frequentadas por mais de 20.000 membros na região que tem características sobretudo rurais, são servidas por dezenas de mulheres voluntárias que ela treina para conduzirem estudos bíblicos, pregações e para oferecem assistência espiritual.
Mais da metade dos pastores na China são mulheres, e uma maioria dos membros também é do sexo feminino.
Outros líderes da Igreja, alguns vivendo em distância de três hora de trem, reuniram-se nos dois principais templos para se encontrarem com o presidente mundial da Igreja. Na congregação de Beiguan, a Pra. Hao Ya Jie descreveu para os dirigentes da Igreja os ministérios e serviços evangelísticos que ela e companheiros de liderança coordenam, incluindo classes de alfabetização, treinamento ministerial, treinamento para pregadores leigos e cerimônias matrimoniais. Até cinco casais são unidos em matrimônio na igreja por semana, o que muitas vezes é sua primeira exposição ao adventismo.
"Tem conseguido tornar esta igreja o que esperamos que as igrejas adventistas do sétimo dia por toda parte se tornem", disse Paulsen após ter tido conhecimento dos ministérios baseados na comunidade daquela congregação. "É um centro de adoração, um centro de treinamento ministerial, um centro aberto à comunidade".
O Pastor Shi Wei, da congregação Beishi, não tem a oportunidade de dirigir um programa ministerial tão intenso porque a congregação não possui o edifício em que se reúne para os cultos aos sábados. Eventos de treinamento e reuniões de oração em geral ocorrem em dezenas de congregações menores e pontos de reunião que se desenvolveram como fruto do ministério da Igreja de Beishi, quando as igrejas começaram a reabrir na China pelos anos da década de 80. Durante a Revolução Cultural, doze anos turbulentos que assinalaram as maiores dificuldades para a religião na China moderna, todas as igrejas cristãs foram fechadas, os pastores forçados a assumir outros trabalhos e Bíblias foram queimadas.
Conquanto alguns pastores chineses hajam obtido instrução formal mediante seminários mantidos pelo Concílio Cristão da China, a organização coordenadora que supervisiona as atividades dos 20 milhões de cristãos chineses, um crescente número está emergindo de centros de treinamento estabelecidos pelas congregações locais.
Em reuniões com ramos tanto nacionais quanto regionais do Concílio Cristão, Paulsen expressou o interesse da Igreja Adventista em dar assistência tanto para seminários estabelecidos e centros de treinamento para preparar maiores números de pastores equipados para servirem às necessidades distintivas dos adventistas no país.
Acredita-se que quase 400.000 mil adventistas adoram em milhares de locais de culto por toda a nação.

20 May 2009,
Shenyang, China - Bill Knott/ANN Staff
Fonte: Rede Adventista de Notícias
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